Como criar uma rotina visual eficiente para TEA e TDAH

Por Aline Coelho Xavier Previdelli

Educadora e pesquisadora independente – Blog IA Inclusiva na Prática

São 9h50. A professora avisa: “Guardem o material, vamos para a quadra.” Vinte e sete estudantes se levantam. O Davi continua sentado, segurando o lápis, olhando para a porta. Ninguém avisou que hoje a educação física seria antes do recreio.

Para muitos estudantes autistas ou com TDAH, cenas assim não têm a ver com “birra” nem com desinteresse. O que faltou foi informação acessível sobre o que vem depois. É exatamente essa lacuna que a rotina visual preenche.

E não estamos falando de um ou dois alunos. Segundo o Censo Escolar 2024, as matrículas de estudantes com TEA na educação básica passaram de 636.202 para 918.877 em um ano. Em 2025, o total de matrículas da Educação Especial chegou a 2,5 milhões.

Neste guia, você vai ver o que a pesquisa diz sobre rotinas visuais, como montar uma para a sua turma, como ensinar o estudante a usá-la e como envolver a família.

Em resumo: rotina visual é uma sequência de imagens e/ou palavras que mostra o que vai acontecer e em que ordem. Ela funciona melhor quando é pensada para a turma toda, ajustada ao perfil de cada estudante e ensinada, e não apenas colada na parede.


O que é rotina visual (e o que a pesquisa diz)

Rotina visual, também chamada de agenda visual ou quadro de rotina, é um apoio que mostra as atividades de um período em sequência. Ela pode usar objetos, fotos, pictogramas ou palavras escritas.

Ela transforma uma informação que costuma ser só falada (e que, por isso, passa rápido e some) em algo que fica disponível para consulta. O estudante não precisa guardar na memória o que você disse às 7h30: ele pode olhar de novo.

No autismo, a base científica é sólida:

  • Revisão de 2015. Knight, Sartini e Spriggs analisaram estudos publicados entre 1993 e 2013. A conclusão foi que as agendas visuais de atividades podem ser consideradas prática baseada em evidência para pessoas autistas, especialmente quando combinadas com ensino sistemático.
  • Relatório do NCAEP. O National Clearinghouse on Autism Evidence and Practice (Universidade da Carolina do Norte) classifica os suportes visuais como prática baseada em evidência. Os resultados vão da primeira infância ao início da vida adulta (Steinbrenner et al., 2020).

No TDAH, a pesquisa específica sobre agendas visuais é menos extensa. O uso se apoia em outro raciocínio: rotinas e checklists visuais funcionam como um apoio externo para planejar, lembrar etapas e acompanhar a tarefa. Por isso, observe com atenção se aquele formato está ajudando aquele estudante.


Rotina visual é DUA: comece pela turma toda

Um dos princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) é oferecer múltiplos meios de representação. Quando a rotina do dia está no quadro, em palavras e imagens, ela ajuda:

  • o estudante autista que precisa antecipar as transições;
  • o estudante com TDAH que perdeu a instrução falada;
  • a criança que ainda não lê com autonomia;
  • o estudante recém-chegado, inclusive de outro país;
  • quem “dá conta” por fora, mas gasta muita energia tentando adivinhar o que vem depois. Essa situação é frequentemente relatada por meninas autistas, que tendem a camuflar suas dificuldades.

Por isso, vale trabalhar em duas camadas:

  • Rotina da turma: fica no quadro, para todos.
  • Rotina individual: fica na mesa, no caderno ou no fichário, só para quem precisa de um recorte menor ou de outra forma de representação.

Assim, ninguém fica exposto como “o aluno da rotina”.


Tipos de apoio visual: do objeto à palavra escrita

Nem todo estudante reconhece um pictograma. Antes de imprimir qualquer coisa, descubra qual forma de representação faz sentido para ele.

FormaExemploQuando costuma funcionar
Objeto concretouma bolinha = educação física; uma colher = lanchequando o estudante ainda não relaciona imagens a atividades
Foto realfoto da quadra, do refeitório ou da sala de recursos da sua escolaquando reconhece imagens, mas precisa de correspondência exata
Pictogramadesenho simplificado e padronizado de “lanche”, “leitura”, “parque”quando já entende que o desenho representa a atividade em qualquer lugar
Pictograma + palavraimagem com a palavra escrita embaixoem fase de alfabetização (a imagem apoia a leitura)
Palavra escrita / lista“1. Leitura · 2. Matemática · 3. Recreio”leitores autônomos, adolescentes, checklists de tarefa

Duas observações:

  • Não é uma escada para subir depressa. O objetivo é a compreensão, não “avançar de nível”.
  • Escreva a palavra junto da imagem sempre que possível. Isso aproxima toda a turma da língua escrita.

Como montar a rotina visual na sala de aula: passo a passo

1. Observe antes de montar

Durante alguns dias, anote em que momentos aparecem mais dúvidas, recusas ou sinais de sobrecarga. Normalmente são as transições:

  • chegada;
  • troca de professor;
  • ida ao recreio;
  • educação física;
  • saída.

Esses são os primeiros momentos que a rotina precisa cobrir.

2. Converse com quem conhece o estudante

Consulte o PEI (se houver), a professora do AEE e a família. Pergunte:

  • Que imagens ele já reconhece?
  • Usa algum sistema de comunicação?
  • Há palavras ou símbolos que já funcionam em casa?

3. Escolha o formato e o tamanho do recorte

  • Agora / depois: dois cartões. Ideal para começar ou para momentos de mais sobrecarga.
  • Sequência do período: de 4 a 6 cartões, cobrindo a manhã ou a tarde.
  • Rotina do dia: para quem já consulta a sequência com segurança.
  • Checklist da tarefa: as etapas de uma atividade específica. Exemplo: “1. Pegar o livro · 2. Abrir na página 30 · 3. Ler o título”.

Na direção, escolha vertical (de cima para baixo) ou horizontal (da esquerda para a direita) e mantenha sempre a mesma.

4. Padronize as imagens

Use sempre a mesma imagem para a mesma atividade. Se o desenho do “lanche” muda a cada semana, o estudante precisa reaprender o símbolo.

Você tem três caminhos:

  • Fotos reais dos espaços da sua escola (a porta da sala, o refeitório, a quadra). Funcionam muito bem para quem precisa de correspondência exata com o lugar.
  • Um banco de pictogramas pronto. O ARASAAC, do Governo de Aragão (Espanha), é gratuito, tem tradução para o português e permite uso não comercial em sala, com atribuição do autor (Sergio Palao) e da fonte.
  • Pictogramas criados por você com IA, desde que todos saiam no mesmo estilo: use sempre a mesma ferramenta, o mesmo prompt de estilo e uma imagem de referência. O Kit Rotina Visual gratuito traz os prompts prontos.

5. Cuide do design

  • Fundo neutro e bom contraste.
  • Um cartão para cada atividade.
  • Palavra escrita junto da imagem, em letra legível (de preferência a mesma usada na alfabetização da turma).
  • Nada de bordas, personagens ou enfeites que não informam nada.

6. Posicione onde a transição acontece

  • Rotina da turma: no quadro, na altura dos olhos das crianças.
  • Rotina individual: onde o estudante consegue consultar sem se levantar (na mesa, no estojo, dentro do caderno).

Velcro facilita a troca dos cartões.

7. Crie um jeito de marcar “concluído”

Ao terminar uma atividade, o cartão pode ser:

  • retirado e colocado num envelope de “acabou”;
  • virado ao contrário;
  • riscado.

Esse gesto mostra, de forma concreta, que uma etapa terminou e qual vem a seguir.

8. Revise com frequência

Rotina visual não é decoração permanente. Se o estudante parou de consultar, pode ser que já não precise daquele formato, ou que o formato não esteja fazendo sentido para ele. Ajuste.

Exemplo pronto: manhã de uma turma de 2º ano

OrdemCartão (imagem + palavra)Tipo de imagem
1Chegadafoto da porta da sala
2Roda de conversapictograma
3Leiturapictograma
4Lanchefoto do refeitório
5Recreiofoto do pátio
6Matemáticapictograma
7Educação física (terças e quintas)foto da quadra
8Saídafoto do portão

Para um estudante que precisa de um recorte menor, essa mesma manhã vira um quadro agora / depois na mesa dele, atualizado a cada transição.

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Como ensinar o estudante a usar a rotina

Esta é a parte que costuma faltar. A revisão de Knight e colegas mostra que os melhores resultados apareceram quando a agenda veio acompanhada de ensino sistemático. Na prática:

  1. Demonstre. Nos primeiros dias, consulte a rotina em voz alta diante da turma: “Vamos ver: agora leitura, depois lanche.”
  2. Use sempre a mesma frase curta em cada transição. A previsibilidade também está na linguagem.
  3. Ofereça apoio e retire aos poucos. Primeiro, aponte o cartão ou acompanhe o estudante até a rotina. Depois, basta um gesto. Mais adiante, só o olhar. O objetivo é que ele consulte sozinho.
  4. Deixe que ele marque o “concluído”. Tirar o cartão é uma pequena ação de autonomia.
  5. Valorize a consulta, não a obediência. O que você quer fortalecer é “você foi olhar a rotina”, e não “você fez o que eu mandei”.

TEA e TDAH: o que muda na rotina visual

Autismo e TDAH frequentemente coexistem, e cada estudante é único. Use a tabela como ponto de partida, nunca como regra.

Ênfase frequente no TEAÊnfase frequente no TDAH
Função principalantecipar o que vem e reduzir a incerteza das transiçõesorganizar etapas e lembrar o que falta fazer
Formato que costuma ajudarsequência do período; agora/depoischecklist da tarefa; tempo visível (relógio ou timer)
Atenção especialmudanças sem aviso; excesso de estímulo visual no próprio materiallistas longas demais; rotina que vira “paisagem” e deixa de ser consultada

Para a equipe gestora: os direitos desses dois grupos têm bases legais diferentes.

  • Estudantes com TEA: fazem parte do público da Educação Especial. A Lei 12.764/2012 considera a pessoa com TEA pessoa com deficiência para todos os efeitos legais.
  • Estudantes com TDAH: não integram esse público. Mesmo assim, a Lei 14.254/2021 assegura a eles acompanhamento específico na escola, feito pelos próprios educadores.

Nos dois casos, a rotina visual é um apoio que cabe na sala comum.


Quando a rotina muda: imprevistos, passeios e substituições

Mudanças vão acontecer. O que ajuda:

  • Cartão de “mudança”. Combine com a turma um símbolo que indica “hoje vai ser diferente”. Troque o cartão na frente do estudante e explique com calma.
  • Aviso com antecedência. Se você já sabe da mudança (passeio, ensaio, apresentação), mostre na véspera.
  • Destaque o que continua igual. “O recreio mudou de horário, mas o lanche continua depois da leitura.”
  • Passeios e eventos. Fotos do local ou uma história social curta ajudam a antecipar o que vai acontecer.
  • Professor substituto. Deixe a rotina montada e registrada no planejamento. Ela orienta a turma e também quem chega.

Rotina visual e CAA: um direito, não um enfeite

Se o estudante usa Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), como prancha, fichário ou aplicativo, use os mesmos símbolos na rotina. Dois sistemas diferentes para a mesma coisa confundem.

Lembre também que a rotina visual não substitui um sistema de comunicação:

  • a rotina mostra o que vai acontecer;
  • a CAA permite que o estudante diga o que quer, sente e pensa.

A Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015, art. 3º, V) inclui os formatos aumentativos e alternativos na própria definição de comunicação. Por isso, o sistema de comunicação do estudante nunca deve ser retirado como castigo.


Na escola e em casa: a parceria com a família

A rotina visual funciona melhor quando escola e casa falam a mesma língua, sem precisar ser idênticas.

O que a escola pode fazer:

  • enviar à família uma foto da rotina da turma e dos símbolos usados;
  • avisar com antecedência sobre passeios, festas e mudanças de horário;
  • perguntar que imagens ou palavras já funcionam em casa.

O que a família pode fazer:

  • contar à escola sobre mudanças em casa (viagens, visitas, consultas, noites mal dormidas);
  • usar, quando possível, os mesmos símbolos para os mesmos momentos.

👨‍👩‍👧 Se você é mãe, pai ou responsável

  • Comece pelos momentos de mais atrito. A manhã antes da escola e a hora de dormir costumam ser bons pontos de partida.
  • Monte junto com a criança. Deixe que ela escolha as fotos ou ajude a colar os cartões.
  • Coloque a rotina onde a transição acontece. A da manhã, por exemplo, pode ficar perto da porta ou no banheiro.
  • Lembre que a rotina serve para informar, não para premiar. Adesivos e estrelinhas podem motivar, mas essa não é a função principal.
  • Peça à escola uma foto da rotina da turma. Conversar sobre o dia fica mais fácil quando a criança pode apontar.

Onde a IA ajuda (e onde não ajuda)

A inteligência artificial pode economizar tempo de preparação, desde que as decisões continuem com você.

A IA pode ajudar a:

  • criar seus próprios pictogramas, se você mantiver o estilo fixo (mesma ferramenta, mesmo prompt e uma imagem de referência);
  • dividir uma tarefa longa em etapas curtas para um checklist;
  • reescrever instruções em linguagem simples para os cartões;
  • rascunhar uma história social sobre um passeio, para você revisar e ajustar;
  • adaptar o comunicado para a família.

Exemplo de pedido:

“Divida a atividade ‘produzir um texto sobre o fim de semana’ em no máximo 5 etapas curtas, com frases de até 6 palavras, para um checklist visual de um estudante do 3º ano.”

A IA não substitui:

  • a sua observação da turma e a escolha da forma de representação;
  • a sua revisão de cada imagem. A IA pode errar detalhes, inserir texto ou mudar de estilo entre um pedido e outro;
  • a conversa com o AEE e com a família.

Cuidado com os dados: não insira o nome completo, o diagnóstico ou informações de saúde do estudante em ferramentas de IA. A LGPD classifica dados de saúde como dados pessoais sensíveis.

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Erros comuns (e o que fazer em vez disso)

ErroPor que atrapalhaEm vez disso
Colar a rotina e nunca mais falar delao estudante não aprende a consultarconsultar junto em cada transição e retirar o apoio aos poucos
Usar imagens diferentes para a mesma atividadeobriga a reaprender o símboloescolher um banco de imagens e manter
Mostrar o dia inteiro para quem precisa de agora/depoissobrecarrega em vez de orientarcomeçar com um recorte menor
Enfeitar demais os cartõesdesvia a atenção do que importafundo neutro, uma informação por cartão
Criar rotina só para “o aluno com laudo”expõe e isola o estudanterotina da turma + rotina individual quando necessário
Trocar a rotina sem avisarquebra a confiança no apoiocartão de “mudança” e aviso antecipado
Nunca atualizara rotina vira paisagemrevisar com base na observação

Perguntas frequentes

Rotina visual serve para adolescentes? Sim. A revisão de Knight e colegas encontrou resultados da educação infantil à vida adulta. Para adolescentes, prefira formatos discretos: agenda no caderno, lista escrita ou lembretes no celular, quando a escola permitir.

Preciso esperar laudo para usar? Não. A rotina da turma é uma estratégia de DUA e beneficia todos. O laudo e a avaliação pedagógica ajudam a planejar os apoios individuais.

Em quanto tempo funciona? Depende do estudante e de como a rotina é ensinada. Observe por algumas semanas, registre o que muda e ajuste o formato antes de concluir que “não funcionou”.

Posso usar emojis? Como apoio principal, é melhor evitar. Emojis mudam de aparência entre aparelhos e podem ter significados ambíguos. Prefira fotos ou pictogramas padronizados.

E se o estudante arrancar os cartões ou ignorar a rotina? Trate isso como informação. Talvez o recorte esteja longo demais, a forma de representação não faça sentido para ele ou o material esteja visualmente carregado. Volte ao passo 1 e observe de novo.


Para a sua próxima aula

Você não precisa montar a rotina do semestre hoje. Faça assim:

  1. Escolha uma transição que costuma ser difícil.
  2. Prepare um quadro agora/depois para ela.
  3. Consulte o quadro com a turma durante uma semana e anote o que mudou.

Com isso, você já terá dados reais da sua sala para decidir o próximo passo.

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Sobre a autora

Aline Coelho Xavier Previdelli é fundadora e diretora pedagógica da IA Inclusiva. Foi professora da rede pública e tem pós-graduações em Educação Especial e Inclusiva, TEA, Altas Habilidades/Superdotação, Alfabetização e Letramento e especialização em DUA.


Referências

BRASIL. Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012. Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm

BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm

BRASIL. Lei nº 14.254, de 30 de novembro de 2021. Dispõe sobre o acompanhamento integral para educandos com dislexia ou TDAH ou outro transtorno de aprendizagem. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2021/lei-14254-30-novembro-2021-792022-norma-pl.html

BRASIL. Ministério da Educação. Crescem matrículas de alunos com transtorno do espectro autista. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2025/abril/crescem-matriculas-de-alunos-com-transtorno-do-espectro-autista

DIVERSA / INSTITUTO RODRIGO MENDES. Censo Escolar 2025: matrículas da Educação Especial cresceram 227% nos últimos 15 anos. 2026. Disponível em: https://diversa.org.br/noticias/matriculas-educacao-especial-crescem-227-censo-escolar-2025/

CAST. Universal Design for Learning Guidelines version 3.0. 2024. Disponível em: https://udlguidelines.cast.org

KNIGHT, V.; SARTINI, E.; SPRIGGS, A. D. Evaluating visual activity schedules as evidence-based practice for individuals with autism spectrum disorders. Journal of Autism and Developmental Disorders, v. 45, n. 1, p. 157–178, 2015. DOI: https://doi.org/10.1007/s10803-014-2201-z

STEINBRENNER, J. R. et al. Evidence-based practices for children, youth, and young adults with autism. Chapel Hill: The University of North Carolina, Frank Porter Graham Child Development Institute, National Clearinghouse on Autism Evidence and Practice Review Team, 2020. Disponível em: https://ncaep.fpg.unc.edu/wp-content/uploads/EBP-Report-2020.pdf

HUME, K. et al. Evidence-based practices for children, youth, and young adults with autism: third generation review. Journal of Autism and Developmental Disorders, v. 51, p. 4013–4031, 2021. DOI: https://doi.org/10.1007/s10803-020-04844-2

ARASAAC. Centro Aragonês de Comunicação Aumentativa e Alternativa. Governo de Aragão. Disponível em: https://arasaac.org

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